As principais idéias pedagógicas que fundamentaram as Reformas Pombalinas eram de simplificar os estudos, tornando-os mais breves, aumentando o número de interessados em realizar os cursos superiores; buscou-se aprimoramento da língua portuguesa; buscou-se também diversificar os conteúdos, incluindo outros assuntos, tais como a ciência da natureza; buscou-se tornar os conteúdos mais práticos; havia o dualismo escolar, que consistia em uma escola para a burguesia e outra para o povo; segundo o iluminismo, não fazia sentido uma educação à religião. Implantou-se as aulas régias, ou aulas avulsas. As escolas deveriam ser laicas e livres, ou seja, organizadas pelo Estado, e não mais pela igreja. Com reformas de caráter administrativo, econômico e educacional, as idéias pedagógicas do período foram influenciadas pelo iluminismo, visando modernizar o estado português.
Entre as medidas tomadas, estava a proscrição da Companhia de Jesus, que ocasionou no surgimento da primeira forma de ensino público no Brasil. A expulsão dos jesuítas levou o Brasil à assistir à destruição do único sistema de ensino existente no país até então.
A reforma pombalina não conseguiu dar continuidade ao trabalho dos jesuítas, por visar um ensino disperso e fragmentado.
Na primeira fase dessa reforma, os jesuítas foram expulsos, a educação leiga (sob o poder do Estado) foi instituída, houve a criação das aulas régias, houve a estruturação dos estudos menores (que correspondiam ao ensino fundamental e médio).
Já na segunda fase da Reforma Pombalina, ocorreu a reforma dos estudos maiores (Universidade de Coimbra); Reformulação da Filosofia/ Letra para que se utilizasse a língua moderna no lugar do latim; professores passaram a ser selecionados e pagos pelo Estado; no entanto, o ensino da religião católica continuava obrigatório, assim como continuava o severo controle da inquisição sobre a bibliografia usada; houve a introdução de aulas práticas em alguns cursos; houve a redução do tempo dos cursos.