Até meados do séc. XVIII, os colégios jesuíticos eram os únicos espaços regulares de formação da elite colonial. Nesses colégios, exercia-se o Ratio Studiorum, ou Plano de Estudos da Companhia de Jesus. Seus adeptos eram chamados de padres seculares, pois não se retiravam em conventos. Tinham como objetivo principal a propagação missionária da fé, a luta contra os infiéis e os heréticos. Para isso, se espalharam pelo mundo. Logo descobriram que era mais seguro lecionar aos jovens, e formaram inúmeras escolas, inclusive no Brasil. O Ratio Studiorum era um plano de estudos, um método pedagógico criado e utilizado pelos jesuítas. Era como um manual com orientações de hierarquia. indicações quanto aos processos didáticos a serem adotados. Era um projeto pedagógico uniforme e bem planejado. No Brasil, foram feitas algumas inovações no projeto, para otimizar os resultados finais, tais como o aprendizado, por parte dos jesuítas da língua indígena, e a alteração de conteúdos a serem lecionados.
A educação na colônia tinha objetivos distintos para “classes” dis
tintas. Para os indígenas, foi passada a aprendizagem dos rudimentos da língua portuguesa necessários para o processo de catequização. Aos filhos de colonizadores foi fornecida a instrução propriamente dita, atingindo os mais altos níveis de ensino.
Fonte: Disponível em <https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiNmfVQuxzvLXe4Hz-g8vC3l-IqqWqXcyAt3xUC46U7eeLjOzRFjDGnyMQ6OYbOdi7-NRQKzXFkWbbKqpDO3zBRApD5kvsNeEfhzGhgRaBvO7SU-s95NjntjREdjqZsYZVORwD2O0yJG6Wm/s200/Jesuitas_catequizando_indios.jpg>. Acesso em 01/10/2011, 00h47.